Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
Caméllia ficou viúva, Joana se apaixonou
Maria tentou a morte, por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado
Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
sábado, 16 de dezembro de 2006
Intervenção II
Eu falo sozinha .Falo sozinha comigo mesma. É um falar-me interno,sem o pressuposto de abrir a boca e sem a necessidade da palavra em sua matéria,sem precisar emitir o chamado som. O meu som é a vibração das idéias dentro de mim,que fazem eco na minha alma.
São pensamentos soltos,semi-palavras,ligadas entre si pela intrínseca rede das idéias,que une o sonho ao irreal.
O real do ser interno.
O ser-matéria captura as coisas em sua essência,os olhos buscam quantos mais registros puder,mas é só quando a essência deixa de ser-imagem e se trona parte do ser-interno que é possível compreender.
domingo, 10 de dezembro de 2006
Intervenção I
Me é dificil escrever mais...Tantas coisas já me habitam que me perco. Me perco em mim com medo de achar me novamente,é difícil. É difícil por demais ser. Não, pensando bem, ser é fácil,é facílimo, o difícil é ser com a consciência de.
Eu penso demais!
Essa intensidade intrínseca ainda me mata um dia desses...Não sei,pra mim as coisas só existem com um pouco de uma obsessão meio doentia,algum impacto,mesmo que seja um impacto de uma gota d'água caindo na areia da praia.
Se não for pra marcar,melhor que nem seja. Não adianta, o melodrama é parte de mim,e nem tento lutar contra isso,prefiro não saber quem ganharia...